Que tamanho de onda alcançaria o ponto marcado, levando em conta o relevo real da baía, da cidade e do vale do rio.
Para o sismo de magnitude 7,7 no Panamá, o centro de alerta do Pacífico (PTWC) previu ondas de menos de 0,3 m na Nicarágua e de 1 a 3 m só na costa panamenha. Neste modelo a água só encosta no ponto com cerca de 22 m de onda na costa.
Previsão das mensagens das 18:31 e 18:51 UTC, lida na imprensa. Ordem de evacuação do INETER ou do SINAPRED vale mais do que qualquer simulação. Longe da praia, do porto e da foz do rio até liberarem.Altura da onda na costa, em metros acima da maré, no cenário-base: período de 15 min, maré média, atrito médio, relevo como medido.
Equações de águas rasas em grade de 30 m, com atrito de Manning e avanço e recuo da água sobre terreno seco. A onda entra pela borda oeste do mapa e a parte refletida sai por ela. “Altura na costa” é o nível que a onda atinge na boca da baía; junto à praia ela cresce 10 a 30 %.
SRTM de 30 m, com erro vertical típico de 3 a 6 m e tendência a ler telhados e copas como chão. O ponto fica numa encosta: 60 a 90 m ao norte o fundo do vale já está a 12–14 m. Por isso há a opção de rebaixar o terreno em 3 ou 6 m.
Não há batimetria fina pública da baía. A profundidade é estimada pela distância à costa, até 40 m ao largo, coerente com a carta global GEBCO. Isso muda o instante de chegada e pouco o alcance em terra.
Prédios, muros, pontes, entulho arrastado e a calha exata do rio. O modelo também despreza parte da inércia da frente de onda, que em vales estreitos pode levar a água algo acima do calculado. Não substitui o mapa de ameaça do INETER.